A Minha História A minha história começa numa manhã em que ao sair do prédio da minha casa deparei com um cãozinho preto e branco de estatura pequenina deitado de barriga para cima no tapete da porta de entrada do meu prédio, no começo tive algum receio de o tocar, mas por fim fiz-lhe uma festinha e pensei, "bom este cão deve de ser de alguém daqui do sitio", visto que tinha coleira. Segui o meu caminho para o trabalho e quando voltei novamente para casa, qual não é o meu espanto, quando vejo o animal novamente deitado e com um ar extremamente abatido, triste. Fui para casa e através da minha janela de vez em quando lá ia espreitar e vi-o deitado, em vários sítios diferentes, e comecei a pensar que aquele cão tinha sido abandonado. A partir dai comecei a criar um carinho tão grande por o animal, que por mim eu punha-o dentro de casa, mas infelizmente não aconteceu, porque eu tinha comprado um apartamento e via que não tinha as condições necessárias para o poder ter, isto passou-se dias, eu dava-lhe de comer, arranjei uma mantinha para ele, e ele por vezes vinha atrás de mim e olhava-me de uma maneira tão ternurenta, era uma coisa impressionante, e com muita pena minha o deixei ali ficar, por vezes dava-me raiva de mim própria. Houve um dia estava eu a tomar o pequeno-almoço e oiço uma travagem brusca, e um latido de um cão, quando olho nem queria acreditar no que estava a ver, o cãozinho que eu tanto gostava foi atropelado, por um jipe, no qual lhe apanhou a patinha direita traseira, o animal deu um primeiro latido e deixou-se estar, ora logo gerou-se uma grande azáfama de roda do animal e ninguém se decidia, quem é que devia de ir com o bichinho ao veterinário, porque já se sabe que isso arrecadava responsabilidades...., quando então veio uma senhora (tosquia cães) e através de conhecimentos lá o levou ao veterinário. Mais à tardinha, fui à loja de tosquiar os animais e fiquei muito contente quando o vi lá todo enroscadinho, com a patinha ligada, mas muito quentinho, todo tapadinho com uma mantinha, e assim ficou lá algum tempo, eu sempre que tinha um bocadinho ia-o ver e ele olhava-me sempre daquele jeito meiguinho, com aquele olhar, passado umas duas ou três semanas fui à loja, quando a D.ª Laura (responsável pela loja) tinha-me dito de que o cãozinho ia ser adoptado por um casal de idoso, conhecido da mesma, foi a melhor noticia que poderia ouvir, e assim me despedi dele com uma grande festinha e ele com uma forte lambidela na minha mão, nunca mais irei esquecer aquele olhar, nem aquele cão, e assim termina a minha história. (Tânia Tavares) |