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Tina

Olá o meu nome é Esperança e ao longo da minha vida (quase 41 anos)fui tendo cachorros, mais propriamnete cachorras, as primeiras raças que tive foram pingeres. Alguns anos a esta parte tive uma Caniche Anã branca que me foi dada por não conseguir conviver com uma outra cadela da mesma raça, morreu de cancro no figado e já com alguma idade. Hoje em dia tenho uma Yorkshire Terrier Gigante que me foi dada por uma senhora que a achou junto com um pincher abandonados na Fonte da Telha. Segundo o veternário na altura a minha actual cadela esteve cerca de quatro meses abandonada, pelos vestigios que aoresentava, extremamente magra, toda ferida no pescoço, sempre muito assustada, enfim, a cadela estava numa lástima. Os primeiros meses aqui em casa foram para a Tina, é esse o nome que lhe dei, de alguma ansiedade, embora sempre fosse muito asseada (nunca fez as necessidades dentro de casa), sempre que a levava à rua a cadela ficava muito alterada, tinha medo do ladrar dos outros cães, mesmo que fosse longe e eles não estivessem ao seu alcance, mesmo visual que fosse, queria meter-se sempre pelo meio da vegetação e uma coisa que eu e aminha mãe percebemos era que a Tina tinha, hoje já não tem, era medo da vassoura, ou seja, cada vez que cá em casa se pegava numa vassoura para se varrer o chão o Tina corria para um lugar, de preferencia debaixo da cama, para se esconder.

À poucos meses a minha irmã perdeu a sua Grande Amiga Guga, uma cadela Piquinoi, com quem viveu cerca de 10 anos, toda a familia sentiu, e sente, a falta da Guga, mas o comportamento da Tina nos ultimos dias de vida da Guga foram impersionantes. Sempre que a Guga gania com alguma dor a Tina vomitava, e as coisas sós acalmavam quando a Guga se acalmava.

A Tina, hoje, é uma cadela que adora a casa e as pessoas que a adotaram, é muito brincalhona, muita amiga da minha mãe, pois é a pessoa que passa mais horas com ela (estão juntas 24 horas por dia).

Sempre que vou de férias as minhas cadelas vão comigo, (eram duas , agora é só a Tina) e eu gostaria que os empreendimentos turisticos não colocassem tantas dificuldades aos donos dos animais.

A presença de animais nos aldeamentos depende do comportamento dos seus donos. Proibir não é a solução, responsabilizar, sim. Responsabilize-se os donos dos animais pelos possiveis estragos, ou cobresse uma pequena taxa para limpeza, mas por favor não proibam. Afinal anda por aí muito "animal" de duas patas que estraga e parte, e continua a entrar e usufruir dos empreendimentos.

Eu e a Tina não imagina-mos férias que não sejam em Familia, afinal ela é melhor companhia que muitos seres humanos.

Um abraço e até sempre

Esperança Constâncio